domingo, 23 de maio de 2010

Plano Nacional de Combate ao crack




O presidente Lula deveria convidar o seu colega Evo Morales, que na foto usam um colar confeccionado com folhas de coca, para o lançamento do Plano Nacional de Combate ao Crack lançado pelo Governo Federal.


(Do Blog Coturno Noturno)

Será que o Lula vai convidar Evo Morales para a cerimônia de lançamento da Campanha do Crack, depois que o Brasil atingiu nos últimos anos 1,3 milhões de usuários, sem que um dedo fosse movido para impedir esta calamidade? Afinal de contas, Evo Morales é o fornecedor da planta-base para produzir a droga e até já explicou para um interessadíssimo Lula os seus benefícios medicinais. O índio cocalero recebe caminhões de dinheiro do BNDES para construir estradas e fazer pontes que ligam os centros produtores de coca com a fronteira brasileira. Dali até as "cracolândias" é um pulinho.




Lula lança Plano Nacional de Combate ao Crack


(Da Agência Estado)
Projeto prevê centros de atendimento 24 horas

Combate, prevenção e tratamento são as três palavras chaves do decreto que institui o Plano Nacional de Combate ao Crack, assinado no início da tarde pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de encerramento da 13ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

O decreto, segundo explicação do presidente, prevê capacitação de lideranças locais, como igrejas, escolas e sindicatos, para o trabalho de conscientização sobre o uso do crack e seus efeitos.

— O crack ainda é uma coisa nebulosa. Nós já sabemos os efeitos que ele causa, já sabemos a dureza para quem utiliza o crack. Mas cientificamente tem poucos estudos sobre a questão do crack. Não vamos deixar uma geração de jovens brasileiros perder um futuro cada vez mais promissor — disse o presidente.

No decreto também estão previstos centros de atendimento financiados pelo Ministério da Saúde que funcionariam 24 horas para atender dependentes que procuram a reabilitação.

No combate ao tráfico, o presidente Lula ressaltou que é preciso mapear as rotas da comercialização ilegal, principalmente nas fronteiras, para reprimi-la.

— O plano de enfrentamento do uso do crack prevê coordenação de ações entre saúde, educação, assistência social e segurança pública — disse Lula.


Pasta-base de cocaína
(Do portal R7)
ONU diz que continente é lugar de produção, consumo, tráfico e trânsito de narcóticos

O cultivo da folha de coca (utilizada na fabricação da cocaína) caiu 8% na América do Sul em 2008, ocupando 167,6 mil hectares no continente, informou nesta quarta-feira (24) o relatório anual da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), órgão independente da ONU.

Segundo o estudo, a queda na área de plantio só ocorreu porque a redução na Colômbia compensou o "preocupante" aumento no Peru e na Bolívia.

Na Colômbia, principal produtor mundial da folha, a terra dedicada à coca caiu 18%, ocupando 81 mil hectares, segundo a Jife. O país é responsável por 48,3% das terras sul-americanas que cultivam o produto. A queda também levou a uma redução de 28% na produção potencial de cocaína, que somou 470 toneladas.

Por outro lado, Peru e Bolívia registraram pelo terceiro ano consecutivo um aumento da extensão dos cultivos, o que é visto "com preocupação" pela Jife.

Na Bolívia, a superfície cultivada dobrou desde 2000, chegando aos 30,5 mil hectares em 2008, 18,2% do total da América do Sul, e 6% mais que no ano anterior.

No Peru, registrou-se um aumento de 45% entre 1999 e 2008, até 56,1 mil hectares.

A fabricação potencial de cocaína aumentou no Peru até 302 toneladas e na Bolívia até 113 toneladas, o que equivale respectivamente a 36% e a 13% da elaboração potencial mundial.

A ONU pede ao Peru e à Bolívia que "intensifiquem as atividades de erradicação" e que "controlem o cultivo ilícito crescente".

.."Em 2008, a fabricação potencial de cocaína da América do Sul foi de 845 toneladas, 15% menos que em 2007 e o volume mais baixo desde 2003", ressalta o documento.

A apreensão de cocaína aumentou nos três principais países produtores de folha de coca: na Bolívia, 45%, atingindo 21,6 toneladas; no Peru, 90%, com 16,8 toneladas; e na Colômbia, 57%, somando 198,4 toneladas.

América do Sul tem alto consumo de drogas

Na América do Sul, quase 1 milhão de pessoas recebem tratamento por uso de drogas ilegais, sinal de que a região é um lugar de produção, consumo, tráfico e trânsito de narcóticos, segundo o documento da Jife. O uso de cocaína na região entre pessoas de 15 a 64 anos se situa em 0,9%, o dobro da taxa mundial.

O órgão da ONU indica que os traficantes de drogas continuam se aproveitando dos grupos mais vulneráveis e cita como exemplo o fato de que, no Equador e Paraguai, respectivamente 34% e 90% dos detidos relacionados ao narcotráfico eram desempregados.

Por último "a Junta observa com preocupação que em alguns países da América do Sul, como Brasil, Argentina e Colômbia (além de EUA e México na América do Norte), há um movimento crescente em favor da descriminalização da posse de drogas".

Um comentário:

fabianna disse...

otima sua materia e Parabéns pelo blog