segunda-feira, 31 de maio de 2010

A volta noturna

                                                        Durval Barbosa, delator do mensalão no DF reaparece com a
                                                        mulher na noite brasiliense.
(Do Estado de São Paulo)

O delator do "mensalão do DEM" do Distrito Federal, Durval Barbosa, afirmou ao Estado que o presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), era um dos beneficiários do esquema montado pelo governador cassado José Roberto Arruda.


"O acerto do Rodrigo era direto com o Arruda", disse Barbosa. Autor dos vídeos que levaram à queda de Arruda, de quem foi secretário de Relações Institucionais, Barbosa afirmou que a participação do presidente nacional do DEM é uma das vertentes da nova fase das investigações, com as quais colabora por meio de um acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal.

"O Ministério Público vai pegar", afirmou, referindo-se à suposta participação de Rodrigo Maia no desvio de dinheiro do governo do Distrito Federal. O ex-secretário também acusou o PMDB de receber pagamentos mensais do esquema de Arruda.

Barbosa conversou com o Estado na quarta-feira à noite, quando participava de uma festa para mais de 500 pessoas numa das casas de eventos mais badaladas de Brasília. Era a abertura de uma feira de noivas.

Fama

Acompanhado da mulher, Kelly, Durval circulou com desenvoltura entre os convidados. Depois de passar meses fora de Brasília sob proteção da Polícia Federal, o ex-secretário, agora com pose de celebridade, tenta voltar às rodas sociais da capital federal.

Camiseta Versace sob o blazer bem cortado e ostentando no pescoço um vistoso pingente de ouro com o nome da mulher, o ex-secretário de Arruda passou pouco mais de duas horas na festa, sempre sob o olhar atento de dois seguranças armados.

A fama adquirida após tornar-se homem-bomba do escândalo que defenestrou Arruda do governo tem feito com que muitos o evitem: no período em que permaneceu no evento, Barbosa conversou com menos de dez pessoas.

Na mesma festa, estava o presidente do DEM no Distrito Federal, senador Adelmir Santana. Razão para constrangimento? Para Barbosa, não. "O constrangimento é de quem roubou", disse.

A metralhadora do delator do mensalão candango segue ativa. Além de disparar contra o presidente nacional do DEM, Barbosa afirmou que dirigentes do PMDB se beneficiavam do esquema de corrupção montado no governo Arruda.

Cota mensal

O dinheiro, segundo ele, era entregue ao presidente do diretório do partido no DF, o deputado federal Tadeu Filippelli. "Filippelli recebia R$ 1 milhão por mês para o PMDB", afirmou Barbosa. "Inclusive tem um áudio sobre isso", emendou.

O ex-secretário se recusou a dar detalhes sobre os supostos pagamentos ao DEM e ao PMDB sob o argumento de que o acordo de delação premiada o impede de falar a respeito de assuntos sob investigação. Ele indicou, porém, que está contando o que sabe ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Indagado sobre o que tem acrescentado às investigações da Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela PF em novembro passado, primeiro ele fez mistério. "Vem muito mais por aí", declarou. Depois, fez mais uma de suas profecias: "Mais uns 60 vão ser presos."

Sindicato dos Policiais Civis do DF - Nota de Esclarecimento à População

O Sinpol/DF lamenta e desaprova a nota assinada pelo pré-candidato ao GDF Agnelo Queiroz que, sem a devida ponderação, acusa de forma detestável e injustificável servidores da sociedade que têm como características principais o profissionalismo, transparência e compromisso com o bem público.

A Polícia Civil do Distrito Federal sempre foi reconhecida por sua imparcialidade na condução de investigações que buscam a evidência da verdade em seu bojo, doa a quem doer. Sua estrutura não possui facções, conforme aponta o pré-candidato, pois a instituição não se nivela pelo organograma de entidades criminosas, diferente de alguns segmentos que se locupletam do erário público em mensalões e os rateiam entre seus asseclas.

Todas as investigações conduzidas pela PCDF são objeto da correição e vistas do judiciário de modo que tudo quanto se apresenta ou produz tem como único objetivo a prevalência da verdade.

O alvo de qualquer inquérito não é somente a persecução do criminoso, mas também a busca de provas que possam inocentar quem definitivamente nada deve – seja o homem simples do povo, seja eminente homem público. Infelizmente algumas pessoas parecem não se ajustar em nenhum destes dois casos.

Continuamos acreditando que a nota de lavra de Agnelo Queiroz foi elaborada em um momento de forte abalo emocional. Lançar dúvidas contra instituições respeitáveis como a PCDF e MP apenas aumenta ainda mais a séria crise política que vem estremecendo o DF.

O desequilíbrio emocional é um péssimo conselheiro em momentos que o povo procura apenas quem possua serenidade de comportamento que reflita sua vida íntima e sua bagagem política.
Se o objetivo era a defesa antecipada lançando dúvidas sobre a conduta de respeitáveis investigadores e membros do ministério público, certo é que a iniciativa somente agrava o que já pode estar muito ruim.

Nem a Polícia Civil, tampouco o Ministério Público irão deter seus trabalhos a custa da calúnia infundada ou da ameaça velada, mesmo sendo oriunda de quem se acha na condição de competir por uma vaga no executivo local.

Não será a desqualificação dos brilhantes serviços prestados pelos policiais civis do DF que emprestará credibilidade ao povo que já se encontra escaldado com semelhantes estratégias.

Quem não deve não teme. Para tais enfermidades políticas, o silêncio e a humildade ainda continuam sendo o melhor remédio.

Acesse a nota publicada no blog do Agnelo: http://www.blogdoagnelo.com.br/novo/?s=pol%C3%ADcia+civil

(http://www.blogdoagnelo.com.br)

Adriano, jogador do Roma tem que se explicar sobre seu relacionamento com traficantes no Rio de Janeiro


Repridução do Jornal O Dia

O jogador Adriano acertou sua ida para a Roma, da Itália, na semana passada, e está deixando o Flamengo e o Rio de Janeiro. Porém, antes de viajar, terá que prestar esclarecimentos à polícia nesta segunda-feira às 14h sobre supostas transações financeiras com homens ligados à quadrilha de Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 34, chefe do tráfico de drogas da Vila Cruzeiro, no complexo da Penha, zona norte da cidade.

Adriano foi intimado a prestar depoimento na 38ª DP (Brás de Pina). A polícia investiga duas fotos em que o jogador posa de atirador com um colega e mostra com as mãos o sinal da facção criminosa CV (Comando Vermelho).

Em março, o Ministério Público do Rio requisitou a instauração de um inquérito policial pela Delegacia de Combate às Drogas para apurar se Adriano comprou motos e as registrou em nome da mãe do traficante Paulo Roberto de Souza Paz, conhecido como Mica, 32, foragido há quatro anos.

FB

Com mandado de prisão expedido desde 2007, FB é um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro. Segundo a polícia, o criminoso mandou instalar câmeras nas ruas da favela Vila Cruzeiro, para monitorar a entrada de moradores e polícia.

A região é também conhecida por organizar bailes funks patrocinados pelo traficante como os da Chatuba, Grota, rua 8 e rua E, além do chamado baile do Complexo Total. De acordo com a Polícia Civil, nesses bailes predominam o consumo de drogas e atos sexuais, inclusive envolvendo exploração de crianças e adolescentes. O Disque-Denúncia oferece R$ 2.000 para quem passar informações que leve ao paradeiro de FB.

Vivendo e aprendendo

Vivendo e apredendo
Paulo Castelo Branco

Nos cumprimentos recebidos após a missa de Ação de Graças dos formandos em Direito, lá estava eu recebendo o carinho dos meus pais, irmãos e amigos. Meu pai, nordestino de pele e alma curtidas na dura vida, se aproximou sem sorrisos: – Doutor Paulinho, você pensa que sabe tudo, mas não sabe de nada. A diplomação é só o início de uma longa caminhada. Deus o proteja. E saiu sem deixar transparecer emoções.

Meu pai tinha razão. Poucos anos depois, já em Brasília, recebi a visita dele e de minha mãe. Eu não sabia que era a despedida. Eles logo se foram para sempre. Primeiro minha mãe e, em seguida, meu pai. Foi tão rápido que eu ainda os via passeando de mãos dadas no gramado estorricado da seca inclemente daqueles anos 70. Era verdade, eu não sabia de nada.

E assim se passaram os anos, como diz a canção. Quase todos os dias aprendo alguma coisa. Não estou falando das novidades da ciência, que está criando vida. Essa tal da bactéria que servirá para melhorar a qualidade de vida dos humanos será a mesma bactéria que poderá se multiplicar e transtornar a vida do mundo. Como diria meu pai, eles pensam que sabem de tudo, mas, são como eu; não sabem nada.

O desconhecimento sobre coisas, fatos ou pessoas, é assombroso. No caso da política, mais ainda. Nestes anos em que vivo em Brasília, tive oportunidade de conhecer muitos homens públicos que me surpreenderam; uns para o bem, outros para o mal. O caso do presidente Lula é o que mais me impressiona. Lembro-me do líder sindical maneiro que chegava com sorriso aberto e cumprimentava a todos à porta do Hotel Naoum. Do porteiro ao gerente; do hóspede ao engraxate. Ninguém imaginava que o nordestino baixo, atarracado e de linguajar popular um dia seria presidente do Brasil. E que presidente!

Nós eleitores, que votamos nele quase sem esperanças, não sabíamos de nada. Queríamos apenas provocar os amigos conservadores nas conversas descontraídas de fim de noite.
Outros políticos também nos surpreendiam como Dr. Ulisses Guimarães, o “Senhor Diretas Já”. Era genial o hábil deputado. Na eleição presidencial, lá estava altivo enfrentando a difícil campanha. Não sabíamos de nada. Na hora da apuração, para decepção dos especialistas em eleições, o mestre apareceu na rabeira junto com outros nomes ilustres.

E os do mal? Esses não se cansam de nos surpreender. É um tal de gente séria e ética aparecer nas telas de televisão com as mãos algemadas e cobertas por mantas de cetim. Imaginávamos que os figurões eram pessoas de reputação ilibada; no entanto, com a incontrolável internet, em qualquer blog surge a imagem autocensurada nos meios de comunicação, e lá se vai mais uma reputação. É claro que alguns cuidados devem ser tomados para que não se caia na esparrela de divulgar falsas notícias ou imagens. Porém, até hoje, poucas são as notícias que merecem reparos. Na verdade, mais uma vez, o povo não sabia de nada. Igual ao bom presidente, nos seus dias de angústia.

Agora mesmo vivo num tremendo dilema. Durante algum tempo, tenho o privilégio de praticar caminhada no mesmo horário em que a ex-ministra Dilma Roussef se exercita. Trocamos educados bons-dias e breves comentários sobre o cachorro do Zé Dirceu, o “Nêgo”, que mergulha nas águas geladas do Lago Paranoá e se sacode espalhando água para todo lado. É uma boa herança que Dilma recebeu do companheiro de lutas. O “Nêgo” é muito divertido!

Pois bem, depois de ungida por Lula como a candidata à sucessão, Dilma está mudando. Primeiro sofreu muito com o câncer que, para ela, se transformou num motivo de divulgação da sua imagem. Deve ter sido difícil manter um sorriso nos lábios após diagnóstico tão cruel. Superou a doença, o PT, a mídia, e, agora, o seu adversário, que desce a serra em desabalada carreira.

Mas não é que a candidata se transformou em outra pessoa? Durante meses, fui me acostumando a vê-la, pela manhã, com a fisionomia de uma pessoa comum. Já estava animado em depositar o meu voto no nº 13, por enxergar na ex-ministra uma vizinha agradável e repleta de qualidades que, até então, desconhecia. Já havia assistido à sua performance numa cozinha improvisada, estalando ovos, como se os estivesse pisando. Também assisti à sua recusa em dançar o “rebolation”. Estava ótima, nem precisou dançar.
Nesses dias, Dilma estava em Nova York. Numa fotografia entre o presidente do Senado, José Sarney, e o da Câmara, Michel Temer, nem a reconheci. Parecia uma estrela de Hollywood. Tailleur vermelho, saia preta, sapatos Manolo Blahnik, colar com discreto pendente, maquiagem,maquiagem de Rose Paz e cabelos C.Nakamura. Estava exuberante. Ela não era mais ela. E nós não sabíamos de nada.



Paulo Castelo Branco.
Paulo Castelo Brando é advogado e Ex Secretário de Segurança Pública do DF

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Proposta de Lei de Cibercrimes voltará ao debate

(Do site A Rede)
O debate sobre a criação de uma lei de cibercrimes no Brasil vai voltar ao debate. A questão é quando: o deputado Julio Semeghini (PSDB/SP) disse ontem, no Conip 2010, que agora que o Marco Civil da Internet no Brasil está bem encaminhado, vai apresentar seu projeto de Lei de Crimes Cibernéticos. Semeghini é relator do PL 84, a Lei Azeredo, na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.

Desde meados do ano passado, o deputado Semeghini afirma que vários pontos do PL 84 deveriam, na verdade, ser objeto de uma lei específica para tipificar (definir) crimes cibernéticos como acesso não autorizado a sistemas informatizados ou a difusão e inserção de códigos maliciosos.

Ontem, no debate sobre o Marco Civil da Internet no Brasil, realizado no Conip 2010, Semeghini reafirmou que era importante debater a lei civil antes de definir os crimes. E que, agora, como parte de um acordo na comissão, o tema será retomado. "Vou encaminhar meu projeto", informou.

O deputado Paulo Teixeira (PT/SP), presente no debate, concordou que é necessário definir crimes (e punições) de roubos de senha, clonagem de cartões, destruição de dados. Sutilmente, discordou do momento. "Precisamos conduzir o Marco Civil, que ainda não chegou à Câmara, e depois resolver os problemas dos crimes, oferecendo ao mundo uma lei que garanta o desenvolvimento da internet", disse ele.

Guilherme Almeida, chefe de Gabinete da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e responsável pelo projeto do Marco Civil no ministério, informou que o Brasil propôs, na 19a. Sessão da Comissão de Prevenção ao Crime e Justiça Criminal da ONU, realizada em Viena entre 17 e 21 de maio, a formação de comissões de especialistas para estudar os problemas causados pelo cibercrime.

A proposta foi aceita. Almeida explica que este trabalho poderá gerar novas convenções internacionais, com foco na cooperação entre países e a capacitação de forças de combate ao cibercrime, em vez de privilegiar a tipificação de crimes ou a repressão, que atinge também usuários não criminosos.

Vigília e acampamento

O Sinpol-DF, sindicato que engloba todas as categorias funcionais da Polícia Civil do Distrito Federal incluindo aí os delegados de polícia que não pertecem à carreira policial civil do DF, está convocando todos os seus filiados para concentração e vigília com acampamento em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil, onde atualmente funciona a Presidência da República, a partir das 14h de hoje (27), com término previsto para o dia 30 (sábado).
A diretoria solicita também aos seus filiados que levem barracas para o evento.
O fato inusitado se dá tendo em vista a reivindicação dos policiais civis para que seja aprovada a reestruturação da carreira.
O mesmo pedido faz a Polícia Federal.

Eleições para as Regiões Administrativas


(Do site do STF)
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta tarde (26) que é constitucional dispositivo da Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF) que determina, de forma genérica, que lei deve dispor sobre a participação popular na escolha dos administradores regionais do DF. Os administradores são, hoje, escolhidos pelo governador do DF.

A maioria dos ministros seguiu voto do ministro Cezar Peluso, relator do caso, segundo o qual os termos do dispositivo questionado são “bem gerais”. Ele disse que a lei não detalha, por exemplo, se a participação popular deve ter força obrigatória ou caráter consultivo.

O parágrafo 1º do artigo 10 da LODF foi questionado na Corte pelo governo do DF em 2001, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 2558). Em 1997, uma lei distrital (Lei 1.799) detalhando essa participação chegou a ser editada, mas a norma foi revogada em 2001. Atualmente, o parágrafo 1º do artigo 10 da Lei Orgânica do DF não está regulamentado.

“[A norma questionada] é uma previsão genérica, não se sabe como será regulamentada, se vier a ser regulamentada. Tal como está posta, não vejo ofensa a nenhum dispositivo da Constituição”, afirmou o ministro Peluso.
O único voto divergente foi do ministro Marco Aurélio. Disse ele: “Ante o texto constitucional, ante a autonomia governamental do chefe do poder Executivo, assegurada pela Carta da República, esse dispositivo se mostra discrepante”.

A Lei distrital 1.799/97 também chegou a ser contestada na ação, mas o pedido ficou prejudicado diante da revogação da norma.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Policiais civis do DF decidem paralisar as atividades por 48 horas

Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (25), a categoria decidiu paralisar as atividades por 48 horas, com início às 8h de quinta-feira (27) até 8h de sábado (29). Os policiais civis vão montar acampamento em frente à Casa Civil, da Presidência da República para chamar a atenção do governo para o pleito da categoria.
Cerca de 1,5 mil policiais civis participaram da assembleia realizada pelo Sinpol-DF no estacionamento nº 6, do Parque da Cidade para definir ações que visam agilizar a reestruturação da carreira por parte do Executivo Federal. Estiveram presentes representantes de entidades da PCDF, como ABPC, Adepol, Agepol, Apcap, Sindepo, ABrML e Asbrapp. O deputado Geraldo Magela (PT/DF) levou seu apoio à categoria e o deputado Laerte Bessa não compareceu por estar participando da Comissão Especial que trata da Lei Orgânica.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Inquérito 650 - Caixa de Pandora

DIÁLOGO GRAVADO POR DURVAL NO ENCONTRO COM GERALDO MACIEL, NA RESIDÊNCIA OFICIAL DO GOVERNADOR DO DF EM ÁGUAS CLARAS NO DIA 21 DE OUTUBRO DE 2010 DIÁLOGOS DEGRAVADOS E CONSTANTES NAS PÁGINAS 128,129 E 130 DO INQUÉRITO POLICIAL NR 650 APENSO 3.


DURVAL: Ele deu uma pontada.

JOSÉ GERALDO: Qual foi a pontada?

DURVAL: Ele botou a foto do ARRUDA e botou o seguinte, que: É desejo do ARRUDA antecipar uma lei que tem no... Que tá correndo no CONGRESSO NACIONAL e tal. No rec... Sobre negócio de ficha limpa, Né? Dizendo que para ser seu SECRETÁRIO, ano que vem, a partir do ano que vem, que, não pode ser indiciado nem processado, tal. Eu falei, pô então vai ter que acabar com a ficha do ARRUDA, Né? Para a primeira coisa. Vai ter que acabar a do MACIEL, vai ter quem... NE? Todo mundo responde. Do RICARDO PENA e tudo, tá?

JOSÉ GERALDO: Cê assentou numa cadeira do serviço público, não tenha dúvida que não leva um ano e você tem um processo nas costas.

DURVAL: Aí hoje, ele botou uma nota lá. Não sei. Uma nota bem pequeninina dizendo que tem dois SECRETÁRIOS que não atendem as mais altas, a mais alta autoridade, não sei o quê. Foi para o ALÍRIO. Eu falei, mentira para mim. Porque...porque o ARRUDA me ligou ontem, eu estava na cadeira do dentista. Tão logo eu levantei da cadeira do dentista eu liguei pra ele.

JOSÉ GERALDO: O ALCIDES disse que era para você e para quem?

DURVAL: Pro ALÍRIO. E...e... porque aí ele disse que tá apertando o ARRUDA, porque o ARRUDA não tá cumprindo com ele.

Eu falei, mais vem cá, e você vai me usar cara?

JOSÉ GERALDO: É (...) Veja, se não está cumprindo tá errado. Tem que cumprir.Não é que não é compromisso que você não é obrigado a fazer (...)

DURVAL: É, e também a forma de cobrar é essa.

JOSÉ GERAL: Não é essa, exatamente.

DURVAL: Não é essa. Muito menos usar os outros que não tem nada a ver.

JOSÉ GERAL: Exatamente.

DURVAL: Quem fez compromisso foi ele. Eu não fiz compromisso. O ARRUDA vai bronquear com esse negócio do, que eu assumi o compromisso.

JOSÉ GERAL: Compromisso com o (...)?

DURVAL: É. Antecipar, sem falar com ele.

JOSÉ GERALDO: DURVAL, aqui para nós dois. Você me conhece. Você me conhece bem.

DURVAL: Hum!

JOSÉ GERAL: QUEM MAIS. (...) Sem você, quem mais tem posto...dos, tira você, tira é, mais umas três pessoas aí que são diferentes, mais que mais tem posto na reta sou eu. Eu tenho entrado em tudo quanto é (???)

DURVAL: Até mais para preservá-lo NÉ?

CONFIRA ACESSANDO NA ÍNTEGRA O APENSO 3 DO IP 650 NESTE SITE E CONFIRA O TRECHO ACIMA:

http://esporte.ig.com.br/images/arquivos/pdistrito_fedapensos_3.pdf

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Aposentado reclama no CNJ de erro de juiz

(Do site Conjur/Mariana Ghirello)
A eficiência do bloqueio de contas bancárias online, pelo Bacen-Jud, ninguém discute. Mas, erros podem acontecer e prejudicar pessoas que não deveriam ter seu dinheiro bloqueado. Foi o que aconteceu com o embaixador aposentado Márcio de Oliveira Dias que de uma hora para outra teve suas contas bloqueadas por um juiz do trabalho de São Paulo. “Eu fiquei quase dez dias sobrevivendo com a ajuda dos amigos e da família”, relata.

Em março deste ano, ao tentar sacar dinheiro, Oliveira Dias descobriu que suas contas haviam sido bloqueadas por determinação do juiz Lúcio Pereira de Souza, da 2ª Vara do Trabalho de São Paulo. Inconformado, Oliveira procurou o banco. Foi informado que o bloqueio fora feito pelo Bacen-Jud. Só conseguiu desbloquear a conta depois de contratar um advogado, que reverteu o erro na Justiça.

Oliveira Dias não sabe como o nome dele foi parar em um processo trabalhista da Dataprev, empresa pública federal que presidiu por três meses, em 2002. Além dos transtornos domésticos e pessoais, o equívoco lhe custou R$ 9 mil em custas judiciais e honorários pagos ao advogado. Oliveira reclama que nem sua conta-salário escapou do bloqueio. “Esse tipo de ferramenta não deveria ficar disponível desse jeito”, diz.
Inconformado com o ocorrido, Oliveira decidiu pedir providências ao Conselho Nacional de Justiça. Para o CNJ, como o juiz constatou que Oliveira Dias não poderia ser polo passivo do processo e as contas já tinham sido desbloqueadas, não havia nenhuma providência a ser tomada. "Não restou evidenciado indício da prática de infração disciplinar ou ilícito penal a ensejar a intervenção desta corregedoria", afirmou o juiz auxiliar da Corregeodria nacional de Justiça, Ricardo Cunha Chimenti, em seu despacho.

Oliveira Dias preferiu interpelar o juiz que o prejudicou no CNJ, que não tem competência para rever decisões judiciais, por entender que uma ação na Justiça não teria chances de prosperar. “É difícil, o corporativismo é grande”, lamenta.

O juiz do trabalho foi procurado pela reportagem da ConJur mas, através da Assessoria de Imprensa do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo informou que o caso está encerrado e que não se manifestaria.

domingo, 23 de maio de 2010

Plano contra o crack não terá efeitos, diz médico

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        
Aumento no consumo do crack preocupa médicos

Um dos mais respeitados estudiosos sobre os efeitos das drogas e do crack no País, o professor orientador do programa de pós-graduação do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), Dr. Ronaldo Laranjeira, criticou o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outra Drogas lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira, em Brasília

"Eles estão anunciando medidas que já foram anunciadas e não foram feitas. O plano parece mesmo é ser eleitoral. O governo sempre anuncia investimentos, mas a gente não vê chegar”, afirma o professor.

Entre as principais medidas anunciadas pelo governo está a criação de cerca de 2.500 leitos para tratamento de dependentes químicos nos hospitais gerais do País. Mas a medida já havia sido anunciada em junho e novembro de 2009 pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na Campanha Nacional de Alerta e Prevenção do Uso do Crack. Segundo o Ministério da Saúde, a medida não foi realizada antes por falta de verba.
“Precisamos saber na prática onde serão esses locais de internação. De onde e como esse dinheiro vai chegar. Se for por repasse aos Estados e Municípios, o governo tem até o dia 3 de junho para fazer isso por impedimento da lei eleitoral. Se não fez nada até agora, não vai ser até o dia 3 de junho que vai fazer”, critica Laranjeira.

No plano do governo, Além da criação de mais leiro em hospitais gerais, o ministério da Saúde pretende promover a transformação de 110 centros especializados em álcool e drogas (Caps-AD), em municípios com mais de 250 mil habitantes, em Caps 3, que funcionarão 24 horas por dia.

Crítico do sistema de atendimento dos Caps, Laranjeira não acredita na efetividade desta medida.“O Caps 3 prevê a internação por 72 horas para o dependente. A internação de 3 dias para um dependente de crack é insignificante. Quem fez esse projeto nunca trabalhou com dependentes”, diz o pesquisador.

Segundo o governo, um grupo interministerial será formado para discutir as ações que serão feitas com a verba destinada pelo governo. De acordo com a assessoria da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), dos R$ 410 milhões liberados pelo governo, R$ 120 serão destinados para o enfrentamento do tráfico, R$ 100 será investido na reinserção do dependente, R$ 100 milhões na prevenção e pesquisa e R$ 90 milhões na ampliação do número de leitos nos hospitais.

"A pergunta que temos que fazer é o que uma medida como essa vai mudar nas 'cracolândias'. Posso te dizer que em nada", afirma Laranjeira.

De acordo com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a apreensão da pasta base de cocaína – usada para produzir as pedras de crack - cresceu de 500 quilos, em 2008, para 4,5 mil quilos em 2009. Proporcionalmente, a apreensão de crack foi maior do que outros tipos de droga, como a maconha e a própria cocaína.

No plano de ação de combate ao crack, o governo federal também pretende trabalhar para obter dados mais precisos sobre o consumo da droga nas cidades brasileiras, fato que foi criticado pelo representante do Escritório das Nações Unidas (ONU) sobre Drogas e Crime, Bo Mathiasen.
Diferente de tudo

"Os profissionais da área de saúde e os funcionários de clínicas estão atônitos. O crack é diferente de todas as outras drogas que conhecemos”. A frase é do do coordenador do Instituto Minas pela Paz e coordenador do Centro de Estudos e Pesquisa em segurança pública da PUC Minas, Dr. Flávio Sapori.

Flávio Sapori foi um dos palestrantes do “1º Simpósio Sulamericano de política sobre Drogas: crack e cenários urbanos”, que aconteceu em Belo Horizonte neste mês e discutiu os problemas do impacto do consumo de crack na segurança e na saúde pública, a descriminalização de drogas, e as experiências sobre o assunto na América do Sul

PMDB quer universidade pública paga

Partido acha que o governo deve cobrar prestação dos alunos "cuja renda familiar anual seja superior a 150 salários mínimos"


Principal aliado do PT na campanha de Dilma Rousseff à Presidência, o PMDB apresentará proposta para o programa de governo com pontos que colidem com o que os petistas pregam. No capítulo da educação, o PMDB aconselha Dilma a instituir "progressivamente" a cobrança de mensalidade nas universidades públicas federais, caso seja eleita presidente.

O partido escalado para ocupar a vaga de vice na chapa acha que o governo deve cobrar prestação dos alunos "cuja renda familiar anual seja superior a 150 salários mínimos" - a referência corresponde hoje a R$ 76.500,00.
"Essa proposta é inconstitucional", avaliou o jurista Dalmo de Abreu Dallari, ao destacar que o artigo 206, inciso IV da Constituição, garante a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.

Para Dallari, a sugestão é "puramente demagógica" e não tem futuro. "Trata-se de expressão de egoísmo e insensibilidade social", afirmou.

Nas diretrizes do programa de Dilma, aprovado no 4.º Congresso do PT, em fevereiro, os petistas propõem exatamente o contrário. Diz o texto que, para ter educação de qualidade e constituir uma sociedade do conhecimento, será necessário "aprofundar o processo de expansão das universidades públicas".

Dilma e Mariana comemoram resultados da pesquisa Datafolha

(Do site Vote Certo)
Dilma aproveita a popularidade do presidente Lula para angariar votos. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse ontem que o resultado da pesquisa Datafolha mostra o acerto da estratégia de colar a imagem de Dilma Rousseff à de Lula.

Marina também comemorou o resultado e disse que a disputa eleitoral ainda está no começo. Para ela, seu nome vem ganhando força, o que demonstra que a disputa não é polarizada.

Dilma, Marina e Serra estarão em Brasília na terça-feira, para participar do Debate na CNI (Confederação Nacional da Indústria

Datafolha aponta empate entre Dilma e Serra

(Do site Vote Certo)
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (22) aponta empate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). De acordo com o levantamento feito nos dias 20 e 21 de maio ambos estão empatados em 37%. Marina Silva (PV) aparece com 12%. Brancos, nulos ou que não opinaram somam 14%.

Foram feitas 2.660 entrevistas e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 17 de maio de 2010, sob o número 12044/2010

Plano Nacional de Combate ao crack




O presidente Lula deveria convidar o seu colega Evo Morales, que na foto usam um colar confeccionado com folhas de coca, para o lançamento do Plano Nacional de Combate ao Crack lançado pelo Governo Federal.


(Do Blog Coturno Noturno)

Será que o Lula vai convidar Evo Morales para a cerimônia de lançamento da Campanha do Crack, depois que o Brasil atingiu nos últimos anos 1,3 milhões de usuários, sem que um dedo fosse movido para impedir esta calamidade? Afinal de contas, Evo Morales é o fornecedor da planta-base para produzir a droga e até já explicou para um interessadíssimo Lula os seus benefícios medicinais. O índio cocalero recebe caminhões de dinheiro do BNDES para construir estradas e fazer pontes que ligam os centros produtores de coca com a fronteira brasileira. Dali até as "cracolândias" é um pulinho.




Lula lança Plano Nacional de Combate ao Crack


(Da Agência Estado)
Projeto prevê centros de atendimento 24 horas

Combate, prevenção e tratamento são as três palavras chaves do decreto que institui o Plano Nacional de Combate ao Crack, assinado no início da tarde pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de encerramento da 13ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

O decreto, segundo explicação do presidente, prevê capacitação de lideranças locais, como igrejas, escolas e sindicatos, para o trabalho de conscientização sobre o uso do crack e seus efeitos.

— O crack ainda é uma coisa nebulosa. Nós já sabemos os efeitos que ele causa, já sabemos a dureza para quem utiliza o crack. Mas cientificamente tem poucos estudos sobre a questão do crack. Não vamos deixar uma geração de jovens brasileiros perder um futuro cada vez mais promissor — disse o presidente.

No decreto também estão previstos centros de atendimento financiados pelo Ministério da Saúde que funcionariam 24 horas para atender dependentes que procuram a reabilitação.

No combate ao tráfico, o presidente Lula ressaltou que é preciso mapear as rotas da comercialização ilegal, principalmente nas fronteiras, para reprimi-la.

— O plano de enfrentamento do uso do crack prevê coordenação de ações entre saúde, educação, assistência social e segurança pública — disse Lula.


Pasta-base de cocaína
(Do portal R7)
ONU diz que continente é lugar de produção, consumo, tráfico e trânsito de narcóticos

O cultivo da folha de coca (utilizada na fabricação da cocaína) caiu 8% na América do Sul em 2008, ocupando 167,6 mil hectares no continente, informou nesta quarta-feira (24) o relatório anual da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), órgão independente da ONU.

Segundo o estudo, a queda na área de plantio só ocorreu porque a redução na Colômbia compensou o "preocupante" aumento no Peru e na Bolívia.

Na Colômbia, principal produtor mundial da folha, a terra dedicada à coca caiu 18%, ocupando 81 mil hectares, segundo a Jife. O país é responsável por 48,3% das terras sul-americanas que cultivam o produto. A queda também levou a uma redução de 28% na produção potencial de cocaína, que somou 470 toneladas.

Por outro lado, Peru e Bolívia registraram pelo terceiro ano consecutivo um aumento da extensão dos cultivos, o que é visto "com preocupação" pela Jife.

Na Bolívia, a superfície cultivada dobrou desde 2000, chegando aos 30,5 mil hectares em 2008, 18,2% do total da América do Sul, e 6% mais que no ano anterior.

No Peru, registrou-se um aumento de 45% entre 1999 e 2008, até 56,1 mil hectares.

A fabricação potencial de cocaína aumentou no Peru até 302 toneladas e na Bolívia até 113 toneladas, o que equivale respectivamente a 36% e a 13% da elaboração potencial mundial.

A ONU pede ao Peru e à Bolívia que "intensifiquem as atividades de erradicação" e que "controlem o cultivo ilícito crescente".

.."Em 2008, a fabricação potencial de cocaína da América do Sul foi de 845 toneladas, 15% menos que em 2007 e o volume mais baixo desde 2003", ressalta o documento.

A apreensão de cocaína aumentou nos três principais países produtores de folha de coca: na Bolívia, 45%, atingindo 21,6 toneladas; no Peru, 90%, com 16,8 toneladas; e na Colômbia, 57%, somando 198,4 toneladas.

América do Sul tem alto consumo de drogas

Na América do Sul, quase 1 milhão de pessoas recebem tratamento por uso de drogas ilegais, sinal de que a região é um lugar de produção, consumo, tráfico e trânsito de narcóticos, segundo o documento da Jife. O uso de cocaína na região entre pessoas de 15 a 64 anos se situa em 0,9%, o dobro da taxa mundial.

O órgão da ONU indica que os traficantes de drogas continuam se aproveitando dos grupos mais vulneráveis e cita como exemplo o fato de que, no Equador e Paraguai, respectivamente 34% e 90% dos detidos relacionados ao narcotráfico eram desempregados.

Por último "a Junta observa com preocupação que em alguns países da América do Sul, como Brasil, Argentina e Colômbia (além de EUA e México na América do Norte), há um movimento crescente em favor da descriminalização da posse de drogas".

A revolta dos policiais



Policiais revoltados  gritam FORA DILMA, durante a paralisação da sessão do dia 19/05/2010. A revolta se deu por conta da manobra da Base do Governo (PT) contra a votação em 2º turno da PEC 300. (Proposta de Emenda Constitucional  que tem como objetivo  criar um piso nacional para acabar com disparidades entre salários de servidores dos diversos estados)

Nota do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou em nota a seguinte manifestação acerca do Projeto recentimente aprovado pelo Congresso Nacional, agora aguarda-se a sanção Presidencial.

Da Redação / Agência Senado

"Nota oficial do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - MCCE.

O MCCE, diante dos comentários repercutidos pela mídia sobre o alcance da "emenda de redação", aprovada no Senado, na votação do Projeto Ficha Limpa, vem esclarecer que:

1 - O Projeto Ficha Limpa foi aprovado unanimemente, sem nenhuma "emenda de texto", no Senado, exatamente como recebido da Câmara Federal.

2 - Foi feita, tão somente, uma "emenda de redação" - que não altera o texto - para uniformizar os tempos verbais utilizados nos vários dispositivos do Projeto.

3 - Como simples "emenda de redação", não gera a necessidade legal de retorno do Projeto à Câmara Federal, uma vez que dela não decorre nenhuma modificação na natureza ou no alcance do Projeto.

4 - Não têm, pois, nenhum fundamento os comentários repercutidos na mídia de que a referida "emenda de redação" poderia ter alterado o sentido do Projeto, impedindo a sua aplicação às condenações anteriores à aprovação do Ficha Limpa.

5 - O MCCE, com a responsabilidade da autoria do Projeto e de quem acompanhou todo o trâmite do texto no Congresso Nacional, espera que o assunto passe a ser matéria definitivamente esclarecida e possa receber, sem demora, sanção presidencial, para que passe a vigorar nas próximas eleições de outubro, aplicando-se a todos quantos tenham cometido os desvios de conduta ali previstos".



Integra do Pojeto Ficha Limpa


ANEXO AO PARECER Nº , DE 2010.



Redação final do Projeto de Lei da Câmara nº 58, de 2010 – Complementar (nº 168, de 1993 – Complementar, na Casa de origem).

Altera a Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, que estabelece, de acordo com o § 9º do art. 14 da Constituição Federal, casos de inelegibilidade, prazos de cessação e determina outras providências, para incluir hipóteses de inelegibilidade que visam a proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Esta Lei Complementar altera a Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, que estabelece, de acordo com o § 9º do art. 14 da Constituição Federal, casos de inelegibilidade, prazos de cessação e determina outras providências.

Art. 2º A Lei Complementar nº 64, de 1990, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1º ........................................................

I – ................................................................

.....................................................................

c) o Governador e o Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal e o Prefeito e o Vice-Prefeito que perderem seus cargos eletivos por infringência a dispositivo da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término do mandato para o qual tenham sido eleitos;

d) os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes;

e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes:

1. contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público;

2. contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência;

3. contra o meio ambiente e a saúde pública;

4. eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade;

5. de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública;

6. de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;

7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos;

8. de redução à condição análoga à de escravo;

9. contra a vida e a dignidade sexual; e

10. praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando;

f) os que forem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatíveis, pelo prazo de 8 (oito) anos;

g) os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição;

h) os detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes;

.......................................................................

j) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma, pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da eleição;

k) o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término da legislatura;

l) os que forem condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena;

m) os que forem excluídos do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão profissional competente, em decorrência de infração ético-profissional, pelo prazo de 8 (oito) anos, salvo se o ato houver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário;

n) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, em razão de terem desfeito ou simulado desfazer vínculo conjugal ou de união estável para evitar caracterização de inelegibilidade, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão que reconhecer a fraude;

o) os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário;

p) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22;

q) os magistrados e os membros do Ministério Público que forem aposentados compulsoriamente por decisão sancionatória, que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar, pelo prazo de 8 (oito) anos;

......................................................................

§ 4º A inelegibilidade prevista na alínea e do inciso I deste artigo não se aplica aos crimes culposos e àqueles definidos em lei como de menor potencial ofensivo, nem aos crimes de ação penal privada.

§ 5º A renúncia para atender à desincompatibilização com vistas a candidatura a cargo eletivo ou para assunção de mandato não gerará a inelegibilidade prevista na alínea k, a menos que a Justiça Eleitoral reconheça fraude ao disposto nesta Lei Complementar.” (NR)

“Art. 15. Transitada em julgado ou publicada a decisão proferida por órgão colegiado que declarar a inelegibilidade do candidato, ser-lhe-á negado registro, ou cancelado, se já tiver sido feito, ou declarado nulo o diploma, se já expedido.

Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput, independentemente da apresentação de recurso, deverá ser comunicada, de imediato, ao Ministério Público Eleitoral e ao órgão da Justiça Eleitoral competente para o registro de candidatura e expedição de diploma do réu.” (NR)

“Art. 22. .......................................................

......................................................................

XIV – julgada procedente a representação, ainda que após a proclamação dos eleitos, o Tribunal declarará a inelegibilidade do representado e de quantos hajam contribuído para a prática do ato, cominando-lhes sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes à eleição em que se verificou, além da cassação do registro ou diploma do candidato diretamente beneficiado pela interferência do poder econômico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicação, determinando a remessa dos autos ao Ministério Público Eleitoral, para instauração de processo disciplinar, se for o caso, e de ação penal, ordenando quaisquer outras providências que a espécie comportar;

XV – (revogado);

XVI – para a configuração do ato abusivo, não será considerada a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleição, mas apenas a gravidade das circunstâncias que o caracterizam.

............................................................” (NR)

“Art. 26-A. Afastada pelo órgão competente a inelegibilidade prevista nesta Lei Complementar, aplicar-se-á, quanto ao registro de candidatura, o disposto na lei que estabelece normas para as eleições.”

“Art. 26-B. O Ministério Público e a Justiça Eleitoral darão prioridade, sobre quaisquer outros, aos processos de desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade até que sejam julgados, ressalvados os de habeas corpus e mandado de segurança.

§ 1º É defeso às autoridades mencionadas neste artigo deixar de cumprir qualquer prazo previsto nesta Lei Complementar sob alegação de acúmulo de serviço no exercício das funções regulares.

§ 2º Além das polícias judiciárias, os órgãos da receita federal, estadual e municipal, os tribunais e órgãos de contas, o Banco Central do Brasil e o Conselho de Controle de Atividade Financeira auxiliarão a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral na apuração dos delitos eleitorais, com prioridade sobre as suas atribuições regulares.

§ 3º O Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e as Corregedorias Eleitorais manterão acompanhamento dos relatórios mensais de atividades fornecidos pelas unidades da Justiça Eleitoral a fim de verificar eventuais descumprimentos injustificados de prazos, promovendo, quando for o caso, a devida responsabilização.”

“Art. 26-C. O órgão colegiado do tribunal ao qual couber a apreciação do recurso contra as decisões colegiadas a que se referem as alíneas d, e, h, j, l e n do inciso I do art. 1º poderá, em caráter cautelar, suspender a inelegibilidade sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal e desde que a providência tenha sido expressamente requerida, sob pena de preclusão, por ocasião da interposição do recurso.

§ 1º Conferido efeito suspensivo, o julgamento do recurso terá prioridade sobre todos os demais, à exceção dos de mandado de segurança e de habeas corpus.

§ 2º Mantida a condenação de que derivou a inelegibilidade ou revogada a suspensão liminar mencionada no caput, serão desconstituídos o registro ou o diploma eventualmente concedidos ao recorrente.

§ 3º A prática de atos manifestamente protelatórios por parte da defesa, ao longo da tramitação do recurso, acarretará a revogação do efeito suspensivo.”

Art. 3º Os recursos interpostos antes da vigência desta Lei Complementar poderão ser aditados para o fim a que se refere o caput do art. 26-C da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, introduzido por esta Lei Complementar.

Art. 4º Revoga-se o inciso XV do art. 22 da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990.

Art. 5º Esta Lei Complementar entra em vigor na data da sua publicação.

sábado, 22 de maio de 2010


Tudo o.k. para 2014?


Revista VEJA
Coluna Holofote
Felipe Patury

Há dez anos, o dono do grupo OK, Luiz Estevão, então senador pelo PMDB de Brasília, foi cassado por quebra de decoro parlamentar. Depois, chegou a ser preso duas vezes sob a acusação de desvio de verbas de uma obra pública. Agora, já atua nos bastidores da política brasiliense para voltar à vida pública. É um dos coordenadores extraoficiais das despesas da campanha de Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal. Os amigos de Luiz Estevão dizem que ele cogita candidatar-se a um cargo eletivo em 2014.




Videoclipe produzido pelo governador de Brasília e roqueiro Rogério Rosso com a participação de 35 artistas metaleiros da cidade, em homenagem ao cinquentenário de Brasília.

Márlon Reis: “ficha limpa já mudou a política”

Marlon Reis, Presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais: "Ficha Limpa já mudou Política Brasileira."

(Do Congresso em Foco)
O Congresso em Foco entrevistou o juiz de direito Presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais, que falou sobre o Projeto Ficha Limpa de sua importância já para as próximas eleições, da mudança de comportamento do eleitor da utilização da internet nas eleições e do fortalecimento da democracia. Veja aqui a íntegra da entrevista.

A sociedade tem visto com receio as mudanças feitas pelo Senado. Na sua avaliação, essas modificações diminuem o mérito do ficha limpa?

Márlon Reis - Essa alteração é meramente redacional e não muda nada. Não houve diminuição do mérito do projeto. Por conta de ter mudado o tempo verbal, passou a impressão de que os que cometeram isso no passado estariam livres. As normas sobre inelegibilidade geralmente são regidas nesse tempo verbal. É uma forma de redigir hipóteses, ‘os que forem’. Não quer dizer que são ‘os que vierem a ter’. Na técnica jurídica, é assim que se escreve. É um jargão jurídico. A prova disso é a lei de inelegibilidade, que é construída nesse tempo verbal. O Supremo Tribunal Federal interpretou a questão e disse que essa lei se aplicava a fatos pretéritos. Para nós, foi apenas uma mudança redacional e está mantido todo o teor que a gente queria. A questão é só aparente. Em termos de técnica jurídica. é assim que se faz. Além do mais, tem um artigo no ficha limpa, o parágrafo 3º do art. 26 C, que é uma norma que diz como o ficha limpa se aplica aos casos pendentes. Esse dispositivo tira qualquer dúvida se ele se aplica a situações que já ocorreram.

O projeto ficha limpa foi aprovado, o Supremo condenou dois políticos, a súmula do nepotismo impede a contratação de parentes. Está havendo alguma mudança para melhor na política brasileira?

Está havendo uma mudança sim, e uma mudança debaixo para cima. O que estamos vendo nas instituições é reflexo de uma mudança de postura da sociedade, que está se tornando menos tolerante com a corrupção. A cultura de tolerância com a corrupção está começando a mudar. Os brasileiros se indignam mais com alguém que roubou o botijão de gás do que alguém que roubou o dinheiro do posto de saúde. Movimentos de baixo para cima estão fazendo com que isso mude. O que estamos vendo com o ficha limpa é o efeito disso. A sociedade transformando indignação em ação. É uma mudança da sociedade que vai se refletindo nas instituições.

Ninguém inicialmente acreditava que o projeto ficha limpa fosse ser aprovado, mas ele foi. O que isso representa?

Vou dizer o que ouvi de um deputado: ele disse que entrou em um tempo em que as coisas estão se tornando diferentes, que está em um momento de transição e que ele nunca imaginou que seria parlamentar em um momento como esse, em que as coisas estão mudando tanto. Inspirado no que ele disse, eu diria que o ficha limpa inaugura uma transição, uma transição rumo ao aprofundamento da democracia. Muitos tentaram ver no ficha limpa um movimento contra a política, para enfraquecer as instituições, enfraquecer o Legislativo. Mas, na verdade, esse movimento se revelou como um movimento fortíssimo no sentido de aprimoramento das instituições democráticas, na busca de uma retomada de um sentido positivo para a política. Foi um convite para a sociedade participar e se aproximar da política. Esse, para mim, foi o significado principal do ficha limpa. Um convite para ocupar os espaços que estavam e ainda estão preenchidos por pessoas que não deveriam estar na política.

Levantamentos iniciais apontam que, dos atuais parlamentares, o projeto Ficha Limpa deixaria muito poucos inelegíveis. Diante disso, já há quem desdenhe do projeto e diga que ele é uma enganação. Como lidar com isso?

Tem matérias jornalísticas que não têm a menor base. Vi matérias dizendo que o [Joaquim] Roriz (ex-senador do Distrito Federal, que renunciou para não ser cassado) e o [Paulo] Maluf (deputado paulista que já foi condenado por órgão colegiado do Judiciário) estão fora do ficha limpa e, na minha avaliação, isso não tem a menor base. O presidente do TSE [Ricardo Lewandowski] deu uma declaração muito interessante. Ele já havia dado a entender que a lei do ficha limpa era inconstitucional e, hoje, ele disse que a lei era bem-vinda e moralizadora. Mas disse que só se aplica a casos recentes. Mas isso é uma interpretação dele. Não é a jurisprudência existente. Se o Supremo der a jurisprudência que já existe, na nossa avaliação, essa lei vai pegar sim gente como o Quércia, o Maluf, até o próprio Collor. O Collor tem duas condenações por colegiado, por crime contra a ordem tributária, me informou hoje um advogado de Alagoas. A lei está muito boa. Na minha avaliação, atinge todos os governadores cassados. É claro que haverá uma disputa interpretativa e esperamos que o Judiciário não marche no sentido contrário à vontade da sociedade.

Essa onda de pressão popular e mobilizações pelo ficha limpa vai repercutir nas eleições? De que forma?

Vai repercutir sim, porque o tema do ficha limpa foi popularizado. Uma questão que era colocada em segundo plano, que é a vida pregressa dos candidatos, agora certamente será parte da campanha. Vários candidatos já fazem questão de ressaltar que não tem problemas com a Justiça. Esse assunto finalmente vai entrar nas preocupações dos candidatos. E isso para mim é o maior mérito da campanha do ficha limpa. Muitas pessoas questionavam o trabalho pedagógico dessa campanha. Esse é o trabalho, trabalhamos nessa lógica de mostrar às pessoas o que esse passado pregresso dos candidatos representa.

O STF condenou dois parlamentares em duas semanas [Zé Gerardo e Cassio Taniguchi], coisa que nunca tinha feito, pelo menos desde 1988, quando foi promulgada a Constituição. O que representa isso?

Em primeiro lugar, é a abertura de um precedente. O Supremo não tinha nenhuma decisão condenatória dessas desde 1988. E agora, com essas condenações, houve essa importante quebra de precedente para mostrar que é possível essas condenações. Abre a possibilidade de haver outros casos de condenação.

A Justiça tem sido muito criticada, especialmente, em termos de morosidade para julgar casos de corrupção. Como o senhor avalia isso?

Existe sim uma morosidade. Mas essa morosidade não é devida a nenhuma responsabilidade pessoal de um juiz, mas fruto de uma necessidade de aprimoramento institucional do Supremo. Uma das coisas que é necessária foi feita recentemente, que é uma lei que permite aos juízes fazer audiências para processos criminais. O volume de trabalho no Supremo é tão grande, que era impossível um ministro dar conta de fazer as audiências.

Muitos deputados com biografia respeitada vão deixar a política desiludidos sob o argumento de que o Congresso não é capaz de aprovar reformas estruturais, como a reforma política. Caso, por exemplo, do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP). Como o senor avalia isso?

Infelizmente, a gente tem observado com tristeza a perda de excelentes quadros do Congresso. O que se deve realmente à incapacidade do Parlamento se transformar no ambiente almejado por esse tipo de pessoa. A sociedade está precisando de ajuda para que mais pessoas como essas voltem e outras como elas voltem. A chave disso é a reforma política. Esse é o próximo passo do MCCE. Nós temos que mudar o sistema eleitoral que temos hoje que fomenta a corrupção.

Que importância têm essas mudanças estruturais na política?

Hoje, para ser eleito tem que ser amigo das empreiteiras. Hoje não há espaço para pessoas verdadeiramente vocacionadas que não tenham espaço no financiamento privado das grandes corporações do país. Essa já é uma distorção que justifica a necessidade de mudanças profundas. A igualdade de acesso aos cargos públicos é um princípio fundamental. Mas infelizmente, no Brasil isso tem sido evitado pelo abuso do poder econômico.

Como o senhor avalia a atual política brasileira, o Congresso Nacional e seus partidos?

Um deputado uma vez me disse que existem 513 partidos políticos na Câmara. Na verdade, encontramos hoje um verdadeiro desfacelamento dos partidos. Há poucas distinções entre os maiores partidos. Há poucas bandeiras diferentes. E isso, de certa forma, atordoa o próprio eleitorado que se vê carente de opções verdadeiramente que encarnam projetos diferentes do país. Isso também precisa ser remediado através de uma reforma política, que faça com que os partidos funcionem como grupos. Hoje o sistema eleitoral alimenta a divisão dentro de um partido, ele alimenta disputa entre os membros de um mesmo partido, por conta dessa falsa lista aberta apresentada à sociedade.

Na sua avaliação, é possível a sociedade brasileira pressionar o Congresso pela aprovação de um financiamento público de campanha ou ela ainda não alcançou maturidade suficiente para ver relevância nisso?

A sociedade tem um nível de maturidade impressionante. O que falta é ela ser ouvida. Nós testemunhamos isso com o ficha limpa. As pessoas que vimos estavam indignadas, querendo participar da campanha junto conosco. Isso é o que vai acontecer com a reforma eleitoral. O Congresso já demonstrou que não tem capacidade de fazer essa mudança. Essa reforma vai acontecer por iniciativa popular. A sociedade é, sim, muito madura e capaz de entender. Só precisa ser ouvida. Quando se fala de financiamento público de campanha, por exemplo, a população entende imediatamente o que é quando a gente explica o verdadeiro sentido dessa proposta. Trata-se de não subestimar a sociedade e convidá-la para protagonizar esse processo. Com o ficha limpa, fizemos um verdadeiro laboratório para fazer a reforma política com participação popular.

A Justiça Eleitoral tem punido com várias multas o que considera abusos na pré-campanha eleitoral. Primeiro, puniu o PT e o governo, e agora o DEM. O ministro Marco Aurélio Mello chegou a dizer que nunca viu afrontas à lei tão “escancaradas” como as que foram cometidas. O senhor concorda que estão acontecendo tais abusos?

Sobre esse assunto, eu vou emitir uma opinião que pode parecer até surpreendente para uma pessoa que tem uma postura de cobrança e rigor eleitoral. Mas em matéria de propaganda eleitoral, eu tenho uma visão de extrema liberdade. No Brasil, temos a cultura de reprimir demais os políticos e isso inibe a verdadeira política, o debate. Nos Estados Unidos, não existe período de campanha eleitoral. Você, em qualquer momento, pode falar sobre sua campanha. Acho que nós deveríamos ter um modelo que valorizasse mais a inteligência das pessoas. A Justiça deveria reprimir é o abuso de poder político, de poder econômico, o uso da máquina pública na campanha. Agora, falar de candidatura deveria ser uma coisa considerada normal. O valor da liberdade de informação é um valor fundamental, que não está devidamente tratado na legislação eleitoral.

Vários autores, colunistas e políticos defendiam que a internet não faria diferença no cenário político nem nas eleições. Qual a sua avaliação sobre o papel da internet no processo político?

A internet, nós, do MCCE, podemos dar um depoimento muito importante sobre isso. Ontem mesmo, fomos um dos mais acessados do twitter. Chegamos a ser o tema mais comentado na quarta-feira (19) no twitter. Só no facebook, são mais de 20 mil pessoas que participam de comunidades ativamente. A gente tem observado que a internet é um espaço de expressão política para pessoas que não têm um local adequado para se manifestar. Apesar de terem preocupações políticas, a rotina dessas pessoas não contempla espaço de mobilização maior do que a internet. Nós, do ficha limpa, nos beneficiamos muito com a internet. Tenho certeza de que a internet vai beneficiar candidaturas verdadeiramente sintonizadas com o momento que estamos vivendo. Agora, o alerta que dou sobre a internet é para aqueles que têm práticas políticas ultrapassadas: a internet é árida para políticos com ideias ultrapassadas.

Concerto de cristais

(Do blog do Riella)
Na semana passada, um dos fantasmas mais importantes do governo passado entrou de cabeça erguida no restaurante Alice, como se ainda estivesse no poder.

Sentou-se, aguardou o cardápio, instalou-se com guardanapo e talheres e sonhou com uma refeição seis estrelas.

De repente – não mais que se repente, como dizia o poeta – ouviu-se o som de metais batendo de encontro a cristais. Eram garfos e taças usados como instrumentos por uma orquestra de brasilienses revoltados por conviver com quem não merece.

O concerto de cristais foi aumentando, aumentando, aumentando - e dominou o luxuoso restaurante premiado pelo Prêmio Veja de Gastronomia.

O fantasma da Pandora demorou a perceber que o baticum era em sua homenagem.

Depois de algum tempo, sem aplaudir a harmonia surpreendente, o figurão recolheu o guardanapo e saiu de forma elegante, como se nada estivesse acontecendo. Sem comer... Tchaaaaaaaaaaaaaaaaau!

TSE aprova novo canal de comunicação com o eleitor

(Do site do TSE)
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou a Central do Eleitor: um canal específico para prestar informações e esclarecimentos sobre os atos do Tribunal ou de sua responsabilidade; receber sugestões, questionamentos, denúncias, críticas e elogios, e encaminhá-los às unidades competentes. O objetivo é melhorar o atendimento às demandas dos eleitores.

O atendimento será efetivado de forma online ou presencial. Um formulário será disponibilizado no site do TSE e um numero telefônica a ser divulgado. Quem preferir receber o atendimento de forma presencial deve se dirigir a sala localizada no primeiro andar, em frente ao plenário do TSE em Brasília.

O TSE pretende, também, incentivar a participação no processo eleitoral. A Central do Eleitor vai tirar duvidas sobre a legislação eleitoral e sobre as regras da votação de outubro que vai escolher os deputados estaduais e distritais, deputados federais, senadores, governadores e o presidente da República

sexta-feira, 21 de maio de 2010

H1N1 - Prorrogação de prazo para vacinação



A campanha de vacinação contra a gripe suína, gripe A H1N1, foi prorrogada até o dia 2 de junho informou o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, nesta sexta-feira (21). Além do público-alvo já divulgado, o Ministério também ampliou a vacinação para crianças menores de 5 anos a partir de segunda-feira (24).

Cerca de 61 milhões de pessoas já foram imunizadas, ou 70% do público-alvo da campanha. Segundo o Ministério, a vacinação praticamente atinge a maior campanha até então no país, a contra a rubéola (2008), que teve duração de seis meses.
O Ministério recomenda ainda que os municípios reforcem a campanha de vacinação - inclusive com busca ativa - de doentes crônicos, crianças de seis meses e menores de dois anos, adultos de 20 a 39 anos e gestantes. Os idosos que ainda não se vacinaram contra a gripe comum também poderão ser imunizados até o dia 2.

As crianças de 2 anos até 4 anos e 11 meses estão na faixa etária que apresenta maior vulnerabilidade a desenvolver complicações pela gripe H1N1, depois dos grupos prioritários já incluídos anteriormente na campanha de vacinação.
Para o novo grupo, serão utilizadas 10,8 milhões de doses da vacina pertencentes ao estoque estratégico do Ministério da Saúde, reservadas para eventualidades durante a campanha. Ao todo, há 9,6 milhões de crianças brasileiras na faixa de 2 anos a menores de 5 anos. É importante ressaltar que este grupo é imunizado com duas meias doses da vacina. Por isso, 21 dias depois da primeira aplicação, as crianças precisam ser levadas de novo aos postos para tomar a segunda meia dose.

Alguns Estados como Rio Grande do Sul, Bahia e a cidade de São Paulo já haviam anunciado a prorrogação do prazo pois não haviam atingido a meta de vacinação de 80% em algumas faixas etárias.

Grupos prioritários

Todos os profissionais de saúde que atuam diretamente no enfrentamento da gripe H1N1 e crianças de 6 meses a menores de 2 anos foram vacinados. A meta nacional de 80% já foi para doentes crônicos e indígenas, embora alguns Estados ainda estejam abaixo do índice.

Entre os adultos de 30 a 39 anos, o percentual geral de vacinados é de 37% e nenhum Estado ainda atingiu a meta neste grupo específico.

O percentual de grávidas vacinadas no país está em 68%. A meta já foi atingida neste grupo nos estados de Goiás, Maranhão, Pará, Santa Catarina, Distrito Federal e Pernambuco.

Já 77% dos adultos de 20 a 29 anos estão imunizados, e onze Estados já atingiram a meta no grupo: Amapá, Piauí, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais e Sergipe.

Alerta do Ministério da Saúde


(Do site do Ministério da Saúde)

Circulam na Internet mensagens de origem falsa, utilizando, dentre outros, os domínios @ministeriosaude.gov.br e @saude.net, que não são os oficiais do Ministério da Saúde (@saude.gov.br).

Ao receber alguma dessas mensagens, o internauta deve deletá-la imediatamente e avisar a todos os endereços ao alcance para que façam o mesmo.

Essas mensagens tentam induzir o leitor a clicar em um link para verificar o calendário de vacinação e, a partir deste momento, um arquivo malicioso (vírus, trojan, etc...) se instala em seu computador.

Se você não se cadastrou no hotsite http://www.vacinacaoinfluenza.com.br/ para receber o aviso de vacinação do Ministério da Saúde, não abra mensagens em nome do Ministério e, principalmente, não clique.

CUIDADO. Observe o endereço de e-mail das mensagens que recebe e, principalmente, tenha certeza de que os únicos domínios utilizados na internet pelo Ministério da Saúde para se comunicar com a população brasileira em relação à Influenza H1N1 são:

Vacina contra gripe suína pode acusar falso positivo do vírus da Aids


(Do site do Cláudio Humberto)
O Ministério da Saúde informou nesta sexta (21) que a vacina contra a gripe suína pode acusar um falso resultado positivo de HIV. Em comunicado aos serviços de saúde, a pasta alertou para a ocorrência de alterações nos níveis de anticorpos IgM, que interferem no resultado do exame realizado para detectar o vírus da Aids. O Ministério ainda aconselha aos pacientes que tomaram a vacina e realizaram exames de HIV dentro de trinta dias repetirem o teste. No entanto, o Ministério ainda afirma que a vacina é “eficaz e segura”.

Justiça mantém o afastamento de Eurides

(Do site do TJDFT)
Desembargadora da 3ª Turma Cível do TJDFT manteve decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, que afastou a deputada distrital Eurides Brito do exercício de seu mandato eleitoral na Câmara Legislativa do DF até o fim das investigações que pesam contra ela, decorrentes da Operação Caixa de Pandora. Segundo a relatora, o pedido liminar de suspensão da decisão pelo afastamento não pode ser deferido, por não se fazerem presentes os requisitos impostos pela Lei. O recurso da deputada ainda será apreciado pelo colegiado da Turma.

A magistrada ratificou o afastamento de Eurides Brito, concordando na íntegra com o entendimento do juiz de 1ª Instância. "Não merece censura a decisão de primeiro grau, porquanto o afastamento da ora agravante do exercício de seu mandato parlamentar revela-se necessário, de modo a não comprometer o bom andamento da ação de improbidade administrativa, como também para a apuração dos fatos no âmbito da Comissão de Ética da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A simples presença da agravante nas dependências da Casa Legislativa local, além de causar um constrangimento para os demais parlamentares da Comissão de Ética, que apuram as denúncias surgidas com a operação denominada "Caixa de Pandora", pode vir a comprometer os trabalhos ali desenvolvidos, na medida em que é inconteste a influência da parlamentar junto aos seus pares", afirma a decisão liminar de 2º Grau.

Após publicação e manifestação do MP, o recurso será incluído em pauta para apreciação pelo colegiado.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ficha Limpa já está pronto, diz OAB

(Do blog do Cláudio Humberto)
Para o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, o projeto Ficha Limpa está pronto para ser sancionado pelo presidente Lula. Segundo ele, o Senado fez modificações apenas de caráter redacional ao texto, sem alterações ao sentido do projeto, não havendo justificativa para seu reexame na Câmara. Para Cavalcante, o projeto é plenamente constitucional, uma vez que, mesmo vetando candidatos já condenados por um colegiado na Justiça, não fere o princípio da presunção da inocência.

Prêmio Engenho de Comunicação

Este é para parabenizar às jornalistas ANA MARIA CAMPOS e PAOLA LIMA, bem como o jornalista RICARDO NOBLAT.
Os três são finalistas do Sétimo Prêmio Engenho de Comunicação.
Profissionais dedicados e responsáveis, são motivo de admiração deste novo blogueiro.
Só posso dizer que os admiro e espero que continuem com o trabalho forte e sincero realizado por vocês.
O vencedor (pena que seja somente um) será anunciado na Embaixada de Portugal em evento a ser realizado no dia 16 de junho próximo

Processo de Roberto Lucena tem tramitação prioritária no TRE-DF

(Com informações do TRE-DF)
O juiz João Egmont, relator da Petição (PET 51670) na qual o PMDB pede a posse de um de seus suplentes na vaga hoje ocupada pelo distrital Roberto Lucena, determinou tramitação prioritária para o processo. Lucena tomou posse, como deputado distrital, em 18/5 em razão do afastamento de Eurides Brito, decorrente de decisão judicial.

A decisão foi tomada com base na Resolução 22610/2007, do Tribunal Superior Eleitoral, que trata dos casos de processo de perda de cargo eletivo e justificação de desfiliação partidária.

Em seu artigo 12, a Resolução prevê que, nos casos de processo de perda de mandato, eles terão preferência, “devendo encerrar-se no prazo de 60 (sessenta) dias”. A determinação foi observada pelo juiz João Egmont. O PMDB deu entrada com a Petição no dia 26 de março.

Liminarmente, o PMDB pedia a perda do mandato de Lucena. Segundo as alegações do partido, o deputado distrital empossado teria se desfilado no dia 2 de outubro de 2009, sem apresentar justificativas. Em seguida, filiou-se ao PR, tendo sido convocado para sua posse pelo Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Deputado Cabo Patrício. A posse de Lucena ocorreu no dia 2 de março deste ano.

No dia 30 de março, ao apreciar o pedido liminar, o juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal - TRE-DF - avaliou que, retirando Lucena de forma precária, estaria decidindo o próprio mérito da questão. Como há uma tramitação prioritária para pedidos dessa natureza, assim decidiu o relator. Não há ainda previsão para o julgamento, mas, nos termos da Resolução do TSE, todo o processo deve estar concluído em 60 dias. Neste momento, os autos se encontram conclusos ao juiz.

AGU determina corte integral da URP de todos os técnicos

(Agência UnB)
Parecer da Advocacia determina que a FUB corte imediatamente os 26,05% de ativos e aposentados, mas não pede o ressarcimento

A Advocacia-Geral da União (AGU) determinou, em documento emitido nesta terça-feira, 18 de maio, o corte integral da URP de todos os funcionários técnico-administrativos da UnB, inclusive dos aposentados. No parecer, com força executória, consta que a Fundação Universidade de Brasília (FUB) deve “suprimir, imediatamente, (...) o pagamento de qualquer rubica referente aos índice de 26,05% ou URP/89”.
Antes da decisão, apenas os 500 servidores que entraram depois de 2008 não recebiam a URP integral. Os demais recebiam com cortes. Com o parecer da AGU, todos os 3.298 servidores técnicos ativos e cerca de 800 aposentados perdem 26,05% dos salários. O documento, assinado por quatro procuradores federais, toma por base o acórdão do Tribunal Regional Federal, que julgou a URP dos técnicos ilegal. AGU não pede o ressarcimento dos valores recebidos até o momento.

Violência nas escolas. Uma decisão inédita!

(Com informações do Yahoo)
Um estudante da 7ª série de um colégio particular de Belo Horizonte foi condenado a pagar uma indenização de R$ 8 mil pela prática de bullying - atos de violência psicológica e física, intencionais e repetidos - contra uma colega de sala. Em decisão publicada hoje, o juiz Luiz Artur Rocha Hilário, da 27ª Vara Cível da capital mineira, julgou razoável o valor da indenização por danos morais e considerou comprovada a existência de bullying contra uma adolescente, parte requerente no processo. A defesa dos pais do estudante informou que irá recorrer.

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Na ação, a aluna do colégio Congregação de Santa Doroteia do Brasil relatou que, em pouco tempo de convivência escolar, o colega de sala passou a lhe colocar apelidos e fazer insinuações. As "incursões inconvenientes", afirmou, passaram a ser mais frequentes com o passar do tempo. Os pais da menina alegaram que procuraram a escola, mas não obtiveram "resultados satisfatórios". Além de indenização por danos morais, a estudante requereu a prestação, pela escola, de uma orientação pedagógica ao adolescente, o que foi negado pelo magistrado.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas, Marco Aurélio Garzon Moreira Cesar e Jacqueline Alves Moreira Cesar, pais do adolescente, afirmaram no processo que há uma "conotação exagerada e fantasiosa" sobre a relação existente entre os menores. O casal classificou os episódios como brincadeiras entre adolescentes, que não poderiam ser confundidas com a prática do bullying. E afirmaram que o menor, após o ajuizamento da ação, também sofreu danos morais, passando a ser chamado de "réu" e "processado".

Atitudes inconvenientes

O juiz, porém, considerou comprovada a existência do bullying, ressaltando que a discussão envolvendo a prática é nova no âmbito judicial. "O dano moral decorreu diretamente das atitudes inconvenientes do menor estudante, no intento de desprestigiar a estudante no ambiente colegial, com potencialidade de alcançar até mesmo o ambiente fora do colegial", afirmou na sentença. "As brincadeiras de mau gosto do estudante, se assim podemos chamar, geraram problemas à colega e, consequentemente, seus pais devem ser responsabilizados, nos termos da lei civil."

O advogado Rogério Vieira Santiago, que representa os pais do adolescente, classificou a decisão como "absurda" e "fora da prova dos autos." Ele disse que a decisão não poderia ser divulgada pelo TJ mineiro e acredita que a responsabilidade por qualquer comportamento deveria ser atribuída ao colégio. "Se por acaso algum comportamento ruim houve do menino, pior ainda é da escola privada, de classe alta. Se alguém fez, alguém permitiu".

Segundo Santiago é "muito simples eximir a escola". "Os pais não ficam agarrados com os filhos o dia inteiro. Você entrega à escola. Ela é que tem o dever de zelar pela integridade física e moral dos meninos intramuros". No processo, o representante do colégio declarou que todas as medidas consideradas pedagogicamente essenciais foram providenciadas.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O calvário das prefeituras

(Com informações do IG)
Este vídeo demonstra a dificuldade que os prefeitos encontram para captar verbas no Governo Federal.
O vídeo deixou de ser apresentado por determinação da assessoria da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) para não causar constrangimento à mesma e não ser usado pelos dois outros candidatos José Serra 9PSDB) e Marina Silva (PV), na XIII Marcha dos Municípios