sábado, 1 de maio de 2010

A UnB e a greve

Preceitua a Constituição Federal em seu artigo 9º que o trabalhador tem direito à greve, competindo a estes o direito de exercê-lo e em qual momento deve fazer uso do mesmo.
Entretanto, deve a greve ser um último recurso, e mesmo assim, cercado de responsabilidade para que possa alcançar seu objetivo, bem como não ocorra um desgaste entre a categoria paredista e a população que fica a carecer dos serviços prestados pela categoria enquanto transcorre o evento.
No Distrito Federal, vivemos neste momento uma greve que, apesar de muitos da população a considerarem justa, pode, em muito, prejudicar jovens que buscam o seu lugar ao sol, que tem suas esperanças reavaliadas, na medida em que a greve da UnB lhes prejudica a vida, e sua organização para o futuro.
Alunos que estavam para se formar neste primeiro período de 2010, já não mais o farão, pois estamos no final do semestre letivo e, infelizmente só tivemos um dia de aula, já de greve, se arrastam 52 dias, sem uma solução.
Sabemos que a falta da URP certamente faz falta no orçamento doméstico dos profissionais da educação lotados na UnB, entretanto também somos sabedores de que anualmente ocorre uma greve na Universidade de Brasília, o que faz com que a população já não aguente mais tanto descaso para com os alunos.
Estes, já não se manifestam com a veemência de outrora, beneficiados pelas benesses repassadas pelo governo, a UNE segue sem se manifestar e até mesmo se preocupar com o que ocorre com os alunos, é uma entidade que hoje ao receber verbas vindas do governo para sua manutenção, deixa de protestar prejudicando assim aqueles que deveria defender em todas as instâncias.
Vamos pois esperar que a responsabilidade e o compromisso com a educação e o futuro de parte da juventude do Distrito Federal seja prepoderante e finalmente chegue-se a uma decisão coerente, vez que está marcada nova assembléia para o dia 4 de maio, próxima terça-feira, às 09 horas com posterior carreata rumo ao Centro Cultural Banco do Brasil às 11h.
Esperamos que, os interesses dos professores e funcionários da UnB sejam respeitados, entrentanto esperamos deles, respeito para com os alunos, jovens que estão tendo seus sonhos interrompidos pela radicalização de parte de professores e funcionários da universidade.

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