Nota de Esclarecimento
(Do Sindicato dos Policiais Civis)
No que pese o evento ocorrido na agência do Banco Itaú do Guará, o Sinpol presta aos policiais envolvidos na ação, amplo e irrestrito apoio, vez que foram tolhidos nos seus direitos assegurados por lei – livre porte de arma em todo território nacional (Lei 11.706/08). Aos policiais civis é franqueado o acesso armado em todos locais públicos ou privados, com exceção de ambientes declarados em leis específicas. E em nenhuma legislação se contempla unidades bancárias onde o agente de Segurança Pública tenha preterido seu direito do livre porte de arma. Os bancos não são mundos paralelos e devem se vergar ao peso da lei ou, ao contrário, seus servidores se curvarão ao peso dela.
Nunca é demais lembrar que a PCDF possui convênio com todos os bancos do DF visando oferecer segurança de melhor qualidade em tempo real, sendo que Brasília possui o menor índice nacional de assaltos a unidades bancárias. Tal condição se deve principalmente ao tratamento diferenciado por parte da Segurança Pública a todas as agências sediadas na Capital da República.
Por conseguinte, o Sr. Chico Vigilante se adiantou em se manifestar em barulhenta nota pública, tipicamente eleitoreira, oportunista, e apoiado em um discurso empobrecido pela apreciação de um evento que só teve conhecimento pela superfície das notícias veiculadas na mídia. Se houvesse tão somente declarado seu apoio aos segmentos de trabalhadores dos quais se encontra muito distante e pouco representa, talvez houvesse alcançado alguma credibilidade. Diferente do que manifestou, a PCDF possui comando e muito longe se encontra do absurdo proposto em sua nota. Pelo contrário, sem comando e da cabeça aos pés no absurdo, está quem quer fazer de uma ocorrência policial seu palanque para tentar uma volta à política, utilizando da defesa de trabalhadores há muito tempo abandonados à própria sorte - vítimas de alguns patrões de um lado e tentativa de massa de manobra de outro. Os vigilantes, tanto quanto os bancários, merecem de nossa parte todo o respeito e grande apreço pelos relevantes serviços que oferecem ao público do Distrito Federal, mas utilizar destes trabalhadores para fazer folhetim político, certo que não surtirá o efeito esperado.
Continuamos atentos e prontos a fazer a defesa de quem possui razão, seja policial, bancário ou vigilante. Só não aceitaremos os ataques a policiais civis, advindos de quem não possui peso ou procuração para esse fim. Se a vontade era se locupletar de uma ocorrência para aparecer, já conseguiu. Apareceu e certo que ficará a procura de mais eventos para se manifestar. O momento é propício. O ano é eleitoral.
terça-feira, 8 de junho de 2010
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