quinta-feira, 3 de junho de 2010

Caixa de Pandora II

(Do blog do Carlos Honorato)
Com segunda fase em andamento e com novos alvos definidos, a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, ganhará desdobramentos. Haverá uma série de mandados de buscas e apreensões envolvendo pessoas ligadas ao setor da construção civil e à política do Distrito Federal. Pelo menos 51 mandados deverão ser cumpridos nesta nova fase. Empresas de consultoria e do ramo de transportes também serão investigadas.

O Jornal de Brasília apurou que promotores de Justiça do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCOC), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), participaram de uma reunião ocorrida em um hotel da cidade há alguns dias. Em pauta estava o pedido de prisão expedido em nome de um grupo de pessoas, que na visão dos promotores, teria envolvimento com o esquema de pagamento de propina no governo. No entanto, a Justiça negou os pedidos de prisão, acatando apenas os mandados de busca.

PRISÕES

Apesar da negativa, os promotores decidiram refazer o pedido de prisão em nome dos supostos envolvidos. De acordo com uma fonte ouvida pelo JBr, os integrantes do MPDFT querem a prisão de pessoas que já participariam do esquema quando o GDF ainda era chefiado por Joaquim Roriz (PSC).

A informação é de que o esquema é antigo e que o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, pivô do escândalo, apresentou provas que comprometem apenas políticos, assessores e membros da base do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido). "A metralhadora do Durval não atinge diretamente pessoas que já teriam se beneficiado com o desvio de recursos públicos nas administrações anteriores", disse a fonte.

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