sábado, 5 de junho de 2010

As versões do dossiê

(Do Voto Certo)
Veja as versões sobre um suposto dossiê encomendado pela equipe de Dilma Rousseff

Os principais jornais e revistas destacam a grande intriga da semana na sucessão presidencial: um suposto dossiê anti-tucano que teria sido feito pela cúpula da campanha da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Não houve dossiê, pelo menos é o que fica claro com as novas informações publicadas neste sábado.

A Folha de S. Paulo explica que, no dia 20 de abril, houve um encontro em Brasília entre Luiz Lanzetta, dono da Lanza Comunicação - empresa responsável pela contratação da maioria dos integrantes da assessoria de imprensa da campanha de Dilma - com o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que investigou por anos o processo de privatização brasileiro iniciado nos anos do governo FHC (1995-2002), o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza e dois servidores públicos aposentados da chamada "comunidade de informação".

O objetivo era investigar se havia relação entre funcionários da campanha de Dilma com integrantes do PSDB, mas o levantamento não foi para frente porque o delegado Onésimo teria pedido R$ 180 mil para executar o serviço (o jornal Estado de S. Paulo informa o valor R$ 200 mil por mês). Não houve dossiê, mas houve vazamento das informações em matéria da Veja, da semana passada, com a versão de que a equipe petista estaria investigando José Serra.

A Revista Carta Capital desta semana revela que teve acesso à parte do tal “dossiê” que gerou toda essa especulação. Trata-se, na verdade, de um livro ainda não publicado com 14 capítulos intitulado Os Porões da Privataria, do jornalista Amaury Ribeiro Jr, que estava presente no encontro com Lanzetta. Ainda segundo a revista, o livro descreve com minúcias o que seria a participação de Serra e aliados tucanos nos bastidores das privatizações durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. Entre os investigados por Ribeiro Jr. estão também três parentes de Serra: a filha Verônica, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Está sendo produzido há cerca de dois anos e nada tem a ver com a suposta intenção petista de fabricar acusações contra o adversário. É essa a origem das informações sobre a existência do tal “dossiê” contra a filha de Serra. E a razão de os tucanos terem lançado um ataque preventivo às informações que constam do livro.

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