(Do blog do Lívio Araujo)
A decisão aconteceu na noite de ontem. A promessa de que a aliança entre PT e PMDB aconteceria no dia 19 foi deixada de lado e Agnelo Queiroz, pré-candidato do Partido dos Trabalhadores ao GDF terá o deputado Tadeu Filippelli como vice. A “batida do martelo” provoca reações diversas no cenário político local. Dentro dos dois partidos, inclusive. Segundo fonte, o casamento se deu após uma rodada de negociações, envolvendo caras moedas de troca para ambos os lados.
Uma das exigências do PT ao PMDB teria sido, ainda segundo a fonte, o abandono do partido a dois pandoristas (distritais envolvidos na Caixa de Pandora): Eurides Brito e Roney Nemer. Eurides será cassada em plenário da Câmara Legislativa, com aval do presidente da legenda no DF, Filippelli. Nemer será o próximo, garantiu a fonte. A coluna “Ons e Offs” já havia cantado as duas pedras nesta semana.
Do lado vermelho da história, algumas exigências também tiveram que ser cumpridas. A principal, a vaga de vice a Tadeu Filippelli, que hoje tem como maior rival político o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), de quem foi aliado a afilhado político desde o começo de sua vida pública. Federal e impossibilita a criação de uma terceira via – tão esperada até mesmo pelo próprio governador do DF, Rogério Rosso. Filippelli, que trabalhou pela eleição de Rosso, outro afilhado político de Roriz, faz, com a união entre os partidos, que a expectativa do governador em disputar uma reeleição vá por água abaixo. E vai além: mina a possibilidade de Rosso em disputar qualquer cargo nas eleições de outubro, já que para isso, não poderia estar no comando do executivo local neste momento
Projeto nacional
Não há dúvidas de que o casamento de PT e PMDB tem um único objetivo: dar palanque à candidata de Lula, Dilma Rousseff. Dilma ganhando as eleições e virando presidente teria, caso a vitória fosse da chapa PT-PMDB no DF, total controle da cidade. Ela – que tem por trás a grande cúpula do PT liderado pelo ex-ministro José Dirceu – poderia ganhar a presidência e o GDF, quase que ao mesmo tempo. Agnelo e Filippelli nas mãos de Dilma e Temer.
Movimentação
A união dos vermelhos com ex-azuis provocará alguns probleminhas a serem administrados pela nova chapa nos próximos dias. Primeiro porque agilizará o processo eleitoral, quase entregando nas mãos de Roriz os demais partidos – seja os que desejam dar palanque a José Serra, concorrente de Dilma no projeto nacional, seja os que não aceitarão a união das legendas na chapa, que são muitos, de ambos os lados. A celeridade de trazer as eleições ao foco do brasiliense também será feito pelos rachas que a aliança causará. Afinal, não tenha dúvidas que alguns peemedebistas jamais estarão com Agnelo em palanque e muitos petistas jamais estarão com Filippelli em palanque.
Rachas
para que aposta que o racha no PT, por exemplo, deverá acontecer exclusivamente pela ala de esquerda do partido, um engano. Segundo fonte, alas mais abertas podem dar o “pinote” a qualquer momento e minar a chapa internamente, provocando a desavença entre os eleitores. Do lado do PMDB, idem!
quinta-feira, 10 de junho de 2010
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